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Reconhecimento Espacial #5: Alta da soja, queda dos cítricos e o cacau provoca a “shrinkflation”
Análises sobre as tendências dos preços agrícolas, a seca no Rio Negro e um questionário para testar seus conhecimentos sobre sustentabilidade.
Acha que é um especialista em sustentabilidade? Teste seus conhecimentos com nosso quiz interativo! Esta edição do nosso boletim informativo começa com um desafio para testar seus conhecimentos sobre sustentabilidade.
Nesta edição: Tendências do mercado agrícola, a seca no Rio Negro e as notícias que mais gostamos neste mês
Na edição deste mês do Spatial Recognition, apresentamos uma visão geral das últimas tendências do setor — desde a crescente produção de soja na América do Sul, que afeta os preços globais, até o impacto do furacão Milton nas fazendas de citricultura. Além disso, aprofundamos a análise da recente crise hídrica do Rio Negro e seus efeitos em cadeia sobre a biodiversidade e o comércio. Não perca nossas recomendações de mídia do mês, nas quais exploramos soluções climáticas e pontos de inflexão.

O boom da soja afeta os preços, os citrinos são prejudicados e os custos do cacau reduzem a oferta de doces
- 1️⃣ O boom da soja na América do Sul: a Argentina e o Brasil estão ampliando a área plantada de soja, o que pode levar a produção global a níveis recordes e, potencialmente, fazer com que os preços caiam, já que a oferta supera a demanda. Confira aqui as projeções de demanda.
- 2️⃣ US$ 2,5 bilhões em prejuízos para as fazendas da Flórida: O furacão Milton causou graves danos à agricultura da Flórida, com as principais regiões produtoras de citros sofrendo perdas significativas de frutos. Autoridades estaduais estão agora pressionando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para obter ajuda em caso de catástrofe. Leia mais aqui.
- 3️⃣ Um Halloween sem chocolate? As gigantes do setor de doces Hershey e Mars estão reduzindo o teor de cacau em seus doces de Halloween, à medida que os preços do cacau atingem níveis recordes. Com a produção na África Ocidental em dificuldades devido à seca e ao El Niño, a oferta de cacau não consegue atender à demanda. Isso significa menos barras de chocolate e mais gomas nas prateleiras — além de um pouco de “shrinkflation” (redução do volume) nos saquinhos de doces. 🍫 Leia a matéria completa aqui
Quem secou o Rio Negro?
O principal afluente do Amazonas está enfrentando níveis de água historicamente baixos, o que está devastando a agricultura local, a biodiversidade e a geração de energia hidrelétrica.
Fonte: Reuters

Níveis do Rio Negro: O Porto de Manaus, localizado às margens do Rio Negro, atingiu seu nível mais baixo em 122 anos, caindo para apenas 12,66 metros no dia 4 de outubro, superando o recorde anterior de baixa registrado no ano passado. Essa queda drástica no nível de água do porto reflete diretamente o grave esgotamento do Rio Negro, que está causando impactos devastadores e de longo alcance em toda a região. Isso representa um esgotamento rápido e alarmante, já que os níveis de água têm caído consistentemente bem abaixo da média histórica desde o início de 2024. Os impactos são devastadores e de longo alcance:
- Interrupção do comércio e dos transportes: As exportações de grãos pelo rio Madeira foram totalmente suspensas, prejudicando o transporte de suprimentos essenciais que constituem a base da economia da região, o que acarreta graves consequências para as cadeias de abastecimento regionais.
- Repercussões agrícolas e econômicas: Com a interrupção dos embarques de grãos, os agricultores relatam prejuízos que ameaçam seus meios de subsistência, pressionando ainda mais o vulnerável setor agrícola da América do Sul.
- Crise da biodiversidade: Os frágeis ecossistemas da Amazônia estão sob imensa pressão. O encolhimento dos cursos d'água está levando a um aumento na mortalidade dos botos, com as populações em declínio devido ao aumento do contato humano em cursos d'água cada vez mais estreitos.
- Desafios no abastecimento de energia: as usinas hidrelétricas do Brasil — essenciais para o abastecimento de eletricidade do país — enfrentam dificuldades para operar. A escassez de água está afetando fortemente a produção de energia, levando as autoridades a considerar medidas extremas, como o restabelecimento do horário de verão, para economizar energia.
- Impacto regional mais amplo: Esta não é apenas uma questão local. Rios vizinhos, como o Paraguai, também estão com níveis historicamente baixos, o que agrava a seca e as condições propícias a incêndios florestais em todo o Brasil e na Bolívia.
Riscos de infraestrutura, como os observados no Rio Negro, são um forte lembrete de quão vulneráveis as cadeias de abastecimento podem ser a perturbações naturais. Esses eventos representam apenas um subtipo dos riscos que podem afetar qualquer ponto de uma complexa cadeia de valor, seja a montante ou a jusante. As ferramentas da Marvin oferecem uma visão holística de como as redes de abastecimento são interconectadas, mas fragmentadas, mostrando como fatores naturais afetam todos os participantes da rede. Ao mapear essas interações e obter visibilidade sobre conformidade e vulnerabilidades físicas, a Marvin ajuda as empresas a fortalecer sua resiliência.
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